Como mentir com temperaturas
Como ser um "especialista em clima" em 10 minutos.
A 12 de Outubro de 1968 realizava-se a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos do México, na Cidade do México. Durante 15 dias, caíram mais recordes Mundiais e Olímpicos do que em qualquer outra edição antes e depois. Apenas 44 anos depois, em Londres, se bateram tantos recordes, e nunca tantos em Atletismo.
Um dos mais famosos recordes foi o de Bob Beamon, que bateu o recorde mundial do salto em comprimento, com 8,90 mts. Durante quase 23 anos ninguém chegou sequer perto desta distância. Bob Beamon voou para o recorde.
Qual a causa de tantos recordes? Duas, mas essencialmente uma. Na Cidade do México usou-se pela primeira vez uma pista de atletismo sintética, e isso aumentou as velocidades dos atletas, nas corridas de atletismo. Mas a partir daí as pistas passaram a ser todas sintéticas, e no entanto alguns recordes permaneceram durante várias décadas. Qual o outro factor?
A Cidade do México está localizada a cerca de 2300 mts de altitude. O ar é mais rarefeito, e portanto oferece menos resistência. Voar é mais fácil. Comparar os recordes da Cidade do México aos recordes de qualquer outra Olímpiada não é desonesto, mas toda a gente sabe que existiram condições excepcionais. De tal forma excepcional que nunca mais nenhuns Jogos Olímpicos se realizaram em cidades em altitude. Tudo ao nível do mar.
E o que é que isto tem a ver com as alterações climáticas?
Nos 13 meses entre Junho 2023 e Junho 2024 os media e os “cientistas climáticos” andaram super atarefados (e, provavelmente com alguma excitação sexual), a tentar criar mais um pânico generalizado: “13 meses seguidos foram o mês mais quente de sempre!”. Todos os meses, um novo recorde. Todos os meses eram o mais quente de sempre. Curiosamente, durou exactamente… 13 meses. Um ano. Os recordes foram consecutivamente batidos (ou seja, os novos meses eram sempre mais quentes do que todos os meses anteriores, desde sabe-se lá quando). Depois… Nada. Silêncio. Deixaram de bater recordes.
Se estás habituado a simplesmente ouvir as notícias e pensar que não podes fazer nada em relação ao que se está a passar, simplesmente ouves, encolhes os ombros, vestes um casaco (porque até tem estado frio, ultimamente), e segues em frente.
Mas pensa comigo, não é estranho que durante 12 meses todos os recordes desses mesmo 12 meses tenham sido batidos?
Se estamos mesmo em crescimento acelerado, porque é que os meses seguintes não continuaram a bater recordes? E como é que, numa aberração estatística, um período de um ano bate, anormalmente, todos os recordes de temperatura? Podemos alegar que é o CO2, os sacos de plástico, as palhinhas, o El Niño, a El Niña, as emissões de gases intestinais das vaquinhas nos pastos, mas… isto são suposições. Dizem-nos que tudo isto são problemas, potenciais causas, mas nunca nos explicam como é que isto causa um ano inteiro de quebra de recordes.
No México, em 1968, sabemos o que foi. Foi a altitude, e sabemos que é verdade porque os atletas começaram a treinar em altitude, depois desses Jogos. Foi a pista sintética, porque todas as pistas passaram a ser sintéticas, depois disso.
Mas até ver, as explicações relativas aos recordes de temperatura são sempre vagas e não verificáveis. Como é que a palhinha de plástico que usei para beber uma margarita aumentou a temperatura do planeta? E em quanto? Nunca ninguém sabe responder.
Então, vejamos: Será que a explicação mais simples não é “todos os registos anteriores estavam errados”?
Os cientistas usam modelos matemáticos e computadores para “corrigir os erros anteriores”. Hoje em dia, os cálculos são feitos com base em 25 milhões de observações por dia, em todo o mundo. Hoje em dia, os satélites, estações meteorológicas, bóias nos oceanos, medem a temperatura várias vezes por hora, em milhares de localizações em todo o mundo, a todas as horas, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em 1940, eram feitas apenas 17 mil observações diárias.
Deixem-me fazer um desenho, para colocar em perspectiva:
Para dizer que se compara “dados concretos”, é preciso preencher todo o espaço entre as 17.000 observações, e as 25.000.000. Esse espaço é preenchido com quê, exactamente?
Previsões.
Previsões “científicas”, matematicamente sólidas, e perfeitamente transparentes na forma como são calculadas. Mas previsões.
E, considerando que a previsão meteorológica da semana passada era de “sol em todo o país” e fartou-se de chover… podemos dizer que estas previsões são, basicamente “lixo”. Lixo científico, matematicamente sólido, e calculado de forma transparente, mas lixo. Muito, muito lixo.
Imagina que em 1940 tens uma casa com 10 quartos, e termómetro apenas num deles. A temperatura média é o que o termómetro te disser. Vamos assumir 20ºC. Se souberes que noutro quarto tens um aquecedor ligado, podes assumir que a temperatura média da casa será mais alta, mas não sabes exactamente quanto. Digamos… 10%. 22ºC. Mas noutro quarto a janela está aberta, e está a entrar frio. Quanto? Não sei? 15%? 18,7ºC. E se abrires as portas todas, e mantiveres a fechada a que tem o aquecedor? Isso iria esfriar todas as divisões. Quanto vamos estimar? Entendes a complexidade?
Hoje em dia, tens termómetros em toda a casa, ligados por GPS, com ar condicionado, e janelas calafetadas. A temperatura média é a temperatura para a qual ligas o A/C. E Se ligares o A/C para 24ºC, terás um recorde de temperatura, porque antes tiveste um termómetro a dizer que tinhas 20ºC, mas alguém se esqueceu das janelas abertas, e simulaste uma baixa de temperatura na casa inteira.
Este o cenário da climatologia, hoje em dia. Não ter dados históricos suficientes (porque é óbvio que não existem), e com muito menos sensibilidade, inventar dados para preencher os buracos (mas de forma “científica”), e chegar à conclusão que “está calor”. Depois, culpar os culpados do costume, de preferência culpados que possam justificar cada vez mais monitorização, mais equipamentos e mais subsídios para criar modelos “cada vez sofisticados”.
Em resumo, pouco mais do que criação estruturada de lixo.
A “Ciência” climática assenta, essencialmente, na premissa de que temos dados históricos fiáveis para comparar com os dados actuais. Da próxima vez que te disseram que estamos a arder, ou os oceanos estão a ferver, pensa que, primeiro, não estão. Segundo, todos os dados históricos até aos anos 80 são quase todos extrapolação. Depois de 2010 é quase todo observação real.
Mas os senhores climatólogos tratam os dois como se fossem a mesma coisa. Batem recordes por centésimas de grau e dizem “o mais quente de sempre!” comparando uma coisa medida com 25 milhões de sensores contra uma coisa adivinhada por um computador nos anos 40. Isto não é erro. É cherry-picking puro, é desonestidade em escala industrial. Escolhem o dataset que mais lhes convém, usam o mesmo método formal para tudo (para parecerem sérios), mas escondem que a qualidade dos dados é completamente diferente. Depois gritam “13 meses seguidos!” como se fosse prova irrefutável do Armagedão climático.
E quando o El Niño acabou e os recordes pararam? Silêncio total. Passaram logo para outra coisa.É assim que se mente com temperaturas. Não é que o planeta não esteja a aquecer um bocadinho – isso é outra conversa. O embuste está na forma como medem e comparam. Transformam uma estimativa cheia de suposições em “facto científico irrefutável” para confirmar as profecias dos alucinados do clima. Porque se admitissem que os dados antigos têm imponderabilidade enorme, o “mais quente de sempre” deixava de ser tão dramático. E aí adeus subsídios, adeus conferências, adeus pânico e controlo.
O aquecimento global pode até ser real. Mas nenhuma das profecias climáticas apocalípticas se tornou realidade.
Mas a forma como nos vendem os recordes mensais é uma fraude estatística descarada.
E tu, caro leitor, já sabes: da próxima vez que ouvires “o mês mais quente de sempre”, podes perguntar: “comparado com quê? Com os dados medidos por tecnologia do século XXI, ou com lixo produzido por computador computador, baseado em modelos feitos com o conceito básico de que antes estava menos calor?”
Porque alhos com bugalhos nunca foram a mesma coisa.
E quem te diz o contrário está a mentir-te descaradamente.
Relaxa. Vai à praia quando estiver calor, e agasalha-te quando estiver frio. Eles mal conseguem prever o tempo amanhã, quanto mais o tempo que esteve na Patagónia há 100 anos.
eamon, que bateu o recorde mundial do salto em comprimento, com 8,90 mts. Durante quase 23 anos ninguém chegou sequer perto desta distância. Bob Beamon voou para o recorde.
Qual a causa de tantos recordes? Duas, mas essencialmente uma. Na Cidade do México usou-se pela primeira vez uma pista de atletismo sintética, e isso aumentou as velocidades dos atletas, nas corridas de atletismo. Mas a partir daí as pistas passaram a ser todas sintéticas, e no entanto alguns recordes permaneceram durante várias décadas. Qual o outro factor?
A Cidade do México está localizada a cerca de 2300 mts de altitude. O ar é mais rarefeito, e portanto oferece menos resistência. Voar é mais fácil. Comparar os recordes da Cidade do México aos recordes de qualquer outra Olímpiada não é desonesto, mas toda a gente sabe que existiram condições excepcionais. De tal forma excepcional que nunca mais nenhuns Jogos Olímpicos se realizaram em cidades em altitude. Tudo ao nível do mar.
E o que é que isto tem a ver com as alterações climáticas?
Nos 13 meses entre Junho 2023 e Junho 2024 os media e os “cientistas climáticos” andaram super atarefados (e, provavelmente com alguma excitação sexual), a tentar criar mais um pânico generalizado: “13 meses seguidos foram o mês mais quente de sempre!”. Todos os meses, um novo recorde. Todos os meses eram o mais quente de sempre. Curiosamente, durou exactamente… 13 meses. Um ano. Os recordes foram consecutivamente batidos (ou seja, os novos meses eram sempre mais quentes do que todos os meses anteriores, desde sabe-se lá quando). Depois… Nada. Silêncio. Deixaram de bater recordes.
Se estás habituado a simplesmente ouvir as notícias e pensar que não podes fazer nada em relação ao que se está a passar, simplesmente ouves, encolhes os ombros, vestes um casaco (porque até tem estado frio, ultimamente), e segues em frente.
Mas pensa comigo, não é estranho que durante 12 meses todos os recordes desses mesmo 12 meses tenham sido batidos?
Se estamos mesmo em crescimento acelerado, porque é que os meses seguintes não continuaram a bater recordes? E como é que, numa aberração estatística, um período de um ano bate, anormalmente, todos os recordes de temperatura? Podemos alegar que é o CO2, os sacos de plástico, as palhinhas, o El Niño, a El Niña, as emissões de gases intestinais das vaquinhas nos pastos, mas… isto são suposições. Dizem-nos que tudo isto são problemas, potenciais causas, mas nunca nos explicam como é que isto causa um ano inteiro de quebra de recordes.
No México, em 1968, sabemos o que foi. Foi a altitude, e sabemos que é verdade porque os atletas começaram a treinar em altitude, depois desses Jogos. Foi a pista sintética, porque todas as pistas passaram a ser sintéticas, depois disso.
Mas até ver, as explicações relativas aos recordes de temperatura são sempre vagas e não verificáveis. Como é que a palhinha de plástico que usei para beber uma margarita aumentou a temperatura do planeta? E em quanto? Nunca ninguém sabe responder.
Então, vejamos: Será que a explicação mais simples não é “todos os registos anteriores estavam errados”?
Os cientistas usam modelos matemáticos e computadores para “corrigir os erros anteriores”. Hoje em dia, os cálculos são feitos com base em 25 milhões de observações por dia, em todo o mundo. Hoje em dia, os satélites, estações meteorológicas, bóias nos oceanos, medem a temperatura várias vezes por hora, em milhares de localizações em todo o mundo, a todas as horas, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em 1940, eram feitas apenas 17 mil observações diárias.
Deixem-me fazer um desenho, para colocar em perspectiva:
Para dizer que se compara “dados concretos”, é preciso preencher todo o espaço entre as 17.000 observações, e as 25.000.000. Esse espaço é preenchido com quê, exactamente?
Previsões.
Previsões “científicas”, matematicamente sólidas, e perfeitamente transparentes na forma como são calculadas. Mas previsões.
E, considerando que a previsão meteorológica da semana passada era de “sol em todo o país” e fartou-se de chover… podemos dizer que estas previsões são, basicamente “lixo”. Lixo científico, matematicamente sólido, e calculado de forma transparente, mas lixo. Muito, muito lixo.
Imagina que em 1940 tens uma casa com 10 quartos, e termómetro apenas num deles. A temperatura média é o que o termómetro te disser. Vamos assumir 20ºC. Se souberes que noutro quarto tens um aquecedor ligado, podes assumir que a temperatura média da casa será mais alta, mas não sabes exactamente quanto. Digamos… 10%. 22ºC. Mas noutro quarto a janela está aberta, e está a entrar frio. Quanto? Não sei? 15%? 18,7ºC. E se abrires as portas todas, e mantiveres a fechada a que tem o aquecedor? Isso iria esfriar todas as divisões. Quanto vamos estimar? Entendes a complexidade?
Hoje em dia, tens termómetros em toda a casa, ligados por GPS, com ar condicionado, e janelas calafetadas. A temperatura média é a temperatura para a qual ligas o A/C. E Se ligares o A/C para 24ºC, terás um recorde de temperatura, porque antes tiveste um termómetro a dizer que tinhas 20ºC, mas alguém se esqueceu das janelas abertas, e simulaste uma baixa de temperatura na casa inteira.
Este o cenário da climatologia, hoje em dia. Não ter dados históricos suficientes (porque é óbvio que não existem), e com muito menos sensibilidade, inventar dados para preencher os buracos (mas de forma “científica”), e chegar à conclusão que “está calor”. Depois, culpar os culpados do costume, de preferência culpados que possam justificar cada vez mais monitorização, mais equipamentos e mais subsídios para criar modelos “cada vez sofisticados”.
Em resumo, pouco mais do que criação estruturada de lixo.
A “Ciência” climática assenta, essencialmente, na premissa de que temos dados históricos fiáveis para comparar com os dados actuais. Da próxima vez que te disseram que estamos a arder, ou os oceanos estão a ferver, pensa que, primeiro, não estão. Segundo, todos os dados históricos até aos anos 80 são quase todos extrapolação. Depois de 2010 é quase todo observação real.
Mas os senhores climatólogos tratam os dois como se fossem a mesma coisa. Batem recordes por centésimas de grau e dizem “o mais quente de sempre!” comparando uma coisa medida com 25 milhões de sensores contra uma coisa adivinhada por um computador nos anos 40. Isto não é erro. É cherry-picking puro, é desonestidade em escala industrial. Escolhem o dataset que mais lhes convém, usam o mesmo método formal para tudo (para parecerem sérios), mas escondem que a qualidade dos dados é completamente diferente. Depois gritam “13 meses seguidos!” como se fosse prova irrefutável do Armagedão climático.
E quando o El Niño acabou e os recordes pararam? Silêncio total. Passaram logo para outra coisa.É assim que se mente com temperaturas. Não é que o planeta não esteja a aquecer um bocadinho – isso é outra conversa. O embuste está na forma como medem e comparam. Transformam uma estimativa cheia de suposições em “facto científico irrefutável” para confirmar as profecias dos alucinados do clima. Porque se admitissem que os dados antigos têm imponderabilidade enorme, o “mais quente de sempre” deixava de ser tão dramático. E aí adeus subsídios, adeus conferências, adeus pânico e controlo.
O aquecimento global pode até ser real. Mas nenhuma das profecias climáticas apocalípticas se tornou realidade.
Mas a forma como nos vendem os recordes mensais é uma fraude estatística descarada.
E tu, caro leitor, já sabes: da próxima vez que ouvires “o mês mais quente de sempre”, podes perguntar: “comparado com quê? Com os dados medidos por tecnologia do século XXI, ou com lixo produzido por computador computador, baseado em modelos feitos com o conceito básico de que antes estava menos calor?”
Porque alhos com bugalhos nunca foram a mesma coisa.
E quem te diz o contrário está a mentir-te descaradamente.
Relaxa. Vai à praia quando estiver calor, e agasalha-te quando estiver frio. Eles mal conseguem prever o tempo amanhã, quanto mais o tempo que esteve na Patagónia há 100 anos.





